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Pelo direito de viver a própria alma.

Em época de eleições, todo e qualquer assunto entra em pauta, mas as grandes questões sempre são evitadas - elas criam controvérsias demais para aqueles políticos que querem eleger-se, podendo prejudicar a sua (re)candidatura.
Muitos não acreditam na pauta, logo nem comentam sobre determinados assuntos.
Outros apóiam firmemente uma idéia, mas caso coloquem-se publicamente favoráveis, perdem a única chance que tem de representar, às vezes, a única voz que a idéia apresenta nos setores de poder (no senado, na câmara, no plenário).

Este não é um post partidário.
Este texto não é meu. Eu estou TRANSCREVENDO o livro "Los Angeles", de Marian Keys (mais precisamente, estou transcrevendo o que encontra entre as páginas 434-443).
Muitas pessoas, no calor do momento, não conseguem demonstrar bem as suas idéias.
Muitas pessoas não conseguem colocar em palavras o sofrimento, a dor, a dúvida.
Marian Keyes, mais uma vez, em uma história FICTÍCIA, me surpreendeu.
Quanto aos partidários de cada um dos lados, cada um tem o direito a sua opinião; a liberdade de expressão ainda faz parte da nossa constituição, e eu gostaria que cada um de vocês tivesse isso em mente ao ler isso.

"Eu não levo jeito para ser má. Sou péssima nisso, na verdade. A única vez em que eu tentei roubar uma coisa em uma loja, fui pega. Na única vez em que eu armei tudo para Shay entrar escondido quando trabalhei como baby-sitter, fui pega. No dia em que fiz gazeta na escola para ir ao torneio de sinuca com papai, fui pega. Na vez em que atirei o caracol no Nissan Micra cheio de freiras, o carro parou, todas saltaram e me deram o maior esporro. Era de imaginar que tudo aquilo me ensinaria a não sair da linha. Mas eu não aprendi, e na única vez em que fiz sexo sem camisinha com Shay Delaney, fiquei grávida.

Bem, talvez aquela não tenha sido a única vez em que não usamos proteção; do jeito como vivíamos transando às pressas e de forma estabanada, deslizes e respingos deviam ter acontecido com certa regularidade mesmo. Mas houve uma ocasião específica em que nós não tínhamos uma camisinha à mão e não conseguimos nos segurar. Shay prometeu que ia tirar a tempo, mas não fez isso, e de algum modo fui eu quem acabei consolando-o, garantindo que ficaríamos bem e não ia acontecer nada, como se o meu amor por ele fosse tão poderoso que conseguiria obrigar meu corpo a me obedecer.

Quando chegou o dia da minha menstruação e nada aconteceu, convenci a mim mesma de que o motivo era o estresse por causa dos estudos, pois estávamos a três meses das provas finais para eu completar o ensino médio. Em seguida, tentei convencer a mim mesma de que a minha menstruação não viria até eu parar de me preocupar com ela. Mas eu não conseguia afastar a encucação - a cada vinte minutos corria para o banheiro, a fim de verificar se ela tinha vindo, e analisava tudo o que me dava vontade de comer, para ver se podia ser classificado como 'desejo'. Mas que eu estivesse grávida era algo quase impensável.

Não consegui aguentar o sufoco de não ter certeza, precisava me certificar de que não estava grávida. Então, quando o atraso completou três semanas, fui até uma farmácia do centro da cidade e comprei - de forma anônima, eu esperava - um teste para gravidez, e quando a mãe de Shay saiu, fomos correndo fazer o teste no banheiro da família Delaney.

Ficamos de mãos dadas, os dois suando frio, observando o bastão com toda a atenção e torcendo para ele continuar branco, mas quando a pontinha foi ficando cor-de-rosa entrei em estado de choque. Aquele tipo de choque no qual as pessoas acabam tendo de ser internadas no hospital, tomando sedativos. Não conseguia falar nada, mal conseguia respirar, e, quando olhei para Shay, ele estava quase tão mal quanto eu . Parecíamos duas crianças assustadas. Minha testa ficou banhada de suor e eu comecei a enxergar uns pontos pretos meio borrados que atrapalhavam a minha visão.

- Eu aceito tudo o que você quiser fazer - disse Shay, meio sem expressão, e eu sabia que ele estava apenas representando um papel. Parecia petrificado, vendo a estrela brilhante que havia em seu futuro implodir. Ser pai aos dezoito anos? - Eu ficarei ao seu lado - disse ele, como se estivesse lendo um diálogo mal escrito.
- Acho que não posso ter esse bebê - ouvi a mim mesma dizer.
- Como assim? - ele tentava esconder o alívio, mas seu rosto já se transformara.
- É que... eu não tenho condições de tê-lo.

A única coisa em que eu conseguia pensar era que isso não acontecia a garotas como eu. Sabia que gravidez não planejada acontecia com montes de mulheres, é claro que eu sabia. Tinha certeza de que a maioria delas ficava arrasada e preferia que não tivesse acontecido. Mas senti - como talvez todo mundo sinta - que, de algum modo, comigo a situação era pior.

Desconfiava de que se alguém louca e irresponsável, como irmã mais velha, Claire, engravidasse aos dezessete anos, isso seria quase um fato já esperado e renderia apenas um suspiro e um balançar de cabeças no estilo 'Puxa, Claire...'.

Mas eu era a bem-comportada, o anjo da casa, o consolo dos meus pais, a única ilha para a qual eles podiam olhar sem precisar perguntar 'Onde foi que nós erramos?'. A idéia de ter de dar essa notícia à minha mãe era inimaginável. Quando pensei em contar isso ao meu pai, porém, estremeci por inteiro. Senti que isso poderia matá-lo.

Fui tomada de intenso pânico. Engravidar me pareceu uma das coisas mais assustadoras que poderiam acontecer a qualquer pessoa. Dentro dos limites do meu mundinho de classe média, então, não podia ser pior. Andei de um lado para outro com vontade de me lançar contra as paredes, como um animal enjaulado, sentindo-me despedaçada e cada vez mais presa da horrível percepção de que, não importa a decisão que eu tomasse, ela traria terríveis implicações que eu teria de suportar pelo resto da vida. Não havia saída, todas as opções eram pavorosas. Como eu poderia ter um filho e dar a criança para alguém? Ficaria arrasada só de imaginar o tempo todo como ele estava indo, se era feliz, se os pais adotivos tomavam conta dele direitinho e se a minha rejeição não o teria traumatizado. Mas morria de medo, também, de ter um bebê e mantê-lo. Como poderia cuidar dele? Era apenas uma estudante, sentia-me jovem demais e incapaz, imatura até para cuidar de mim mesma, quanto mais de um pedacinho de vida completamente indefeso. Como Shay, eu também achava que a minha vida ia acabar. Todos iam me julgar: os vizinhos, os colegas da escola, até meus parentes mais distantes. Falariam de mim com deboche, iriam rir da minha burrice e acabariam chegando à conclusão de que eu tivera o que merecia.

Quinze anos mais tarde, eu conseguia ver que nada daquilo teria sido um desastre tão absoluto. Tudo era superável. Eu poderia ter tido o bebê, cuidado dele, podia até mesmo ter construído uma carreira para mim mesma. É claro que meus pais não iam soltar fogos de alegria, mas acabariam por superar também. E o mais importante: iriam amá-lo, aquele que seria o seu primeiro neto. Na verdade, com o passar dos anos, vi pessoas passarem por coisas mito piores do que serem presenteadas com um bebê ilegítimo da filha bem-comportada. Keiron Boylan, um rapaz da nossa rua, pouco mais jovem do que eu, morreu em um acidente de moto quando tinha dezoito anos. Fui ao seu enterro e seus pais estavam irreconhecíveis. Seu pai estava, literalmente, transfigurado de dor.

Mas naquela época, aos dezessete anos, eu não sabia de nada disso. Não tinha experiência de vida, não conseguia enfrentar as pessoas nem ir contra as suas expectativas. Não tinha capacidade de ser racional e estava tomada de um medo extremo que me fazia acordar de hora em hora à noite e transformava os meus dias em pesadelos reais.

Sonhava com bebês. Em um dos sonhos, tentava segurar um bebê no colo, mas ele parecia feito de chumbo, muito pesado para carregar, embora eu tentasse mesmo assim. Em outro, eu tinha o bebê, mas sua cabeça era de adulto e ele ficava o tempo todo falando comigo, desafiando-me e deixando-me exausta com a força de sua personalidade. Vivia com náuseas, mas nunca tinha certeza se eram provocadas pela gravidez ou pelo terror constante que a acompanhava.

Shay repetia o tempo todo, feito papagaio, que me daria apoio, não importava o que eu decidisse fazer, mas eu sabia muito bem o que ele queria que eu fizesse. O problema é que ele nunca dizia de forma objetiva, e embora eu não conseguisse explicar o sentimento através de palavras, odiava sentar que eu, apenas eu, seria a responsável pela terrível decisão. Preferia que ele me falasse aos gritos que era melhor eu ir até a Inglaterra para resolver o assunto de vez, em vez de tê-lo em volta de mim, agindo de forma carinhosa e 'madura'. Embora ele parecesse um homem feito e fosse a figura masculina no lar dos Delaney, comecei a perceber que talvez ele não fosse tão maduro quanto aparentava e que tudo aquilo era encenação. E apesar de sermos inseparáveis, sentia-me estranhamente abandonada por ele.

Três dias depois do teste, contei tudo a Emily e Sinead(minhas melhores amigas), que ficaram absolutamente atônitas.
- Bem que eu desconfiei que havia algo errado com você - disse Emily, extremamente pálida - mas pensei que fosse preocupação por causa das provas.
As duas balançavam a cabeça o tempo todo, sussurrando 'Puxa vida' e 'Eu não consigo acreditar nisso', até eu ser obrigada a mandá-las fechar a matraca e me aconselhar algo útil. Nenhuma das duas tentou me convencer a ter o bebê; ambas achavam que não tê-lo era a melhor opção, ou pelo menos a menos ruim. Seus olhos demonstravam pena e também alívio por aquilo não ter acontecido com elas, e mais uma vez torci para que tudo fosse um pesadelo do qual eu iria acordar a qualquer momento, tremendo, mas feliz por ter sido apenas imaginação.

Por fim, elas decidiram que o melhor a fazer era contar tudo a Claire, que estava no último ano da faculdade, era uma grande defensora dos direitos das mulheres e reclamava sobre o quanto os padres eram descarados. Na verdade, ela costumava encher tanto os ouvidos das pessoas com aquela história de direito ao aborto que mamãe muitas vezes suspirava e dizia:
- Aquela ali é capaz de engravidar só para fazer um aborto e ter a chance de provar as suas idéias.
Então, eu contei a Claire o que acontecera e ela ficou perplexa. Sob outras circunstâncias, sua reação teria sido até hilária, mas naquele momento ninguém achou nada engraçado. Claire começou a chorar, de verdade, e, como era de esperar, fui eu que acabei confortando-a.
- Isso é muito triste - e continuava a chorar, inconsolável - você é tão novinha!

Por meio de uma assistente social, Claire conseguiu algumas informações para mim e para Shay, e, com uma facilidade inesperada, tudo foi acertado. Um peso imenso foi tirado dos meus ombros - afinal, não teria mais que ter o bebê e sofrer as consequências - , mas um monte de novas e terríveis preocupações afloraram à superfície. Eu fora criada como católica, mas de algum modo conseguira evitar muitas das cargas de medo e culpa que acompanhavam a doutrina. Sempre achei que Deus devia ser um cara muito tolerante, decente, a culpa de ter feito sexo com Shay até que não me martirizava tanto, pois eu raciocinava que Deus não nos teria dado apetite sexual se não quisesse que nós o usássemos. Já fazia muito tempo que eu não acreditava no inferno, mas de repente comecei a ter algumas dúvidas e reações que não reconheci como minhas.

- Será que vou fazer algo terrível? - perguntei a Claire, morrendo de medo da resposta - Será que sou.... uma assassina?
- Não - garantiu-me ela. - Isso ainda não é um bebê. É apenas um amontoado de células.
Agarrei-me àquela idéia com um certo desconforto, enquanto Shay e eu juntávamos dinheiro para o procedimento. Para mim, até que essa parte não foi difícil, pois eu sempre fiz poupança, e para ele também não foi difícil, por conta do seu charme irresistível. Então, em uma sexta-feira de abril, à tarde (meus pais com a idéia de que eu ia passar o fim de semana com Emily para estudar), Shay e eu fomos para Londres.

Passagens de avião estavam completamente fora do nosso orçamento, então fomos de barca. Foi uma longa jornada - quatro horas de viagem marítima, mais seis de ônibus - e eu me sentei com as cortas retas quase a viagem toda, convencida de que nunca mais conseguiria dormir. Em algum lugar perto de Birmingham, dei uma cochilada no ombro de Shay e só me lembro de acordar quando o ônibus já passava por um bairro cheio de prédios com revestimento de tijolinhos. Era primavera, as árvores estavam incrivelmente verdes e as tulipas já tinham florescido. Desde aquele dia, evito ir a Londres. Sempre que tenho que ir lá, revivo os sentimentos da primeira vez em que fui à cidade. Aqueles prédios com revestimento de tijolinhos existem em toda parte pela cidade: e eu sempre me pergunto: será que foram esses os prédios que eu vi?

Voltei à consciência como se estivesse nadando de volta à superfície e me ouvi chorar. Um som que eu nunca emitira antes vinha do fundo das minhas entranhas. Zonza e ainda meio anestesiada, fiquei deitada quietinha e ouvi meu som interior. Logo aquilo ia acabar parando.
E quando à dor? Havia dor? Prestei atenção e percebi que sim, sentia uma leve cólica, uma sensação de estar sendo esticada por dentro. Depois que acabasse de gemer, ia resolver o que fazer a respeito da dor. Ou talvez alguém resolvesse. Naquele hospital que não era um hospital, provavelmente uma enfermeira que não era enfermeira iria me ouvir e viria me acudir.
Mas ninguém apareceu. Quase sonhado, como se outra pessoa estivesse emitindo aqueles sons, fiquei deitada quietinha, ouvindo. Devo ter voltado a dormir e, quando tornei a acordar, estava em silêncio. Por incrível que pareça, me senti quase bem.

No sábado de tardinha, quando Shay me pegou e levou para o motel onde íamos passar a noite, ele estava imensamente carinhoso. Eu me sentia aliviada, embora ainda chorasse - o interessante é que só depois de tudo estar terminado e seguro é que eu me permiti chorar por causa do bebê. Por alguma razão, eu decidira que o bebê era um menino, e quando me perguntava em voz alta se ele teria sido parecido comigo ou com ele, Shay se mostrava muito desconfortável.

Partimos para a Irlanda no domingo de manhã e chegamos lá ao entardecer. Era inacreditável que menos de dois dias tivessem se passado desde que eu saíra dali e estava de volta ao meu quarto onde tudo parecia, de forma decepcionante e quase vergonhosa, normal. Minha escrivaninha estava entulhada de livros escolares que exigiam a minha imediata atenção. Aquele era o meu futuro, ele jamais saíra dali, tudo o que eu tinha a fazer era reembarcar nele. De imediato, na verdade naquela mesma noite, eu caí dentro e me lancei aos estudos, pois faltavam apenas seis semanas até as provas finais. Só que, nos dias que se seguiram, coisas estranhas começaram a acontecer. Eu ouvia bebês chorando em toda parte - até quando estava debaixo do chuveiro ou dentro do ônibus -, e quando a torneira era fechada ou o ônibus parava, o choramingo longínquo também.

Tentei contar isso a Shay, mas ele não queria saber dos detalhes.
- Esqueça isso - ele aconselhou. - Você se sente culpada, mas não deixe isso derrubá-la. Pense apenas nas provas, faltam só algumas semanas.
Então eu engoli a necessidade que tinha de falar do assunto, de tentar me convencer de que fizera a coisa certa, e em vez disso me forcei a encarar tantas horas de estudo quanto conseguisse; sempre que a urgência de falar sobre o nosso bebê se tornava insuportável, eu perguntava a Shay alguma coisa sobre Hamlet ou os primeiros poemas de Yeats, e ele me explicava tudo com a maior boa vontade, quase repetindo de cor a matéria dos livros.

Superei o período de animação suspensa típico da época dos exames e, de repente, estava livre. Acabara o ensino médio, era adulta e a minha vida estava pronta para começar. Enquanto aguardávamos as notas finais, Shay e eu ficávamos quase sempre juntos. Assistíamos a um monte de programas de TV, e até mesmo nos dias mais quentes e convidativos, quando o sol forte fazia o sofá estofado em veludo cotelê o tapete marrom parecerem ridículos, não saíamos de casa e ficávamos vendo TV.

Nunca mais transamos.

No meio do verão, saíram os resultados das provas finais. Shay teve notas altíssimas eu quase levei bomba. Na verdade, o meu desastre não foi assim tão dramático, mas é que eu queimara tanto as pestanas no fim do semestre que as expectativas de todo mundo com as minhas notas tinham sido muito elevadas. Meus pais ficaram confusos, mas na mesma hora decidiram que o motivo de meu fracasso era algo sem importância. Como poderiam imaginar que eu passara as últimas seis semanas antes dos exames sentada no meu quarto ouvindo choros de bebês imaginários por trás de alarmes de buzinas de carros?

As consequências do trauma se alongaram por muito tempo. Quase que a partir do exato momento em que eu já não estava mais grávida, culpa e remorso chegaram e comecei a achar que ter tido o bebê não teria sido tão ruim. (Embora eu tivesse uma leve noção de que, se ainda estivesse grávida, estaria desejando não estar.)

As contradições me puxavam para os dois lados, como em um cabo-de-guerra emocional. Eu sentia que tinha todo o direito de fazer um aborto, mas continuava incomodada por uma terrível sensação de desconforto. Não importava o quanto a minha vida fosse sensata e limpa a partir dali, sabia que até eu morrer eu arrastaria aquele peso. Não conseguiria encontrar a descrição exata para aquilo: 'pecado'. Era a palavra errada, porque pecar era violar as leis de outra pessoa. Uma parte de mim, porém, estaria sempre despedaçada e eu ficaria marcada para sempre como uma mulher que fez um aborto.

Sentia-me tão marcada nessa irreversibilidade que pensei em me matar. Ainda bem que foi só por alguns segundos, mas por aquele curto período de tempo eu sinceramente quis morrer. Era como estar algemada a algo vergonhoso e doloroso para sempre. Diferente de perder pontos na carteira de motorista ou ser fichado na polícia por uma contravenção que caducava em cinco ou dez anos. Aquilo nunca teria conserto, porque era impossível de ser consertado.
E no entanto.... eu também me sentia aliviada por não ter uma criança para criar. O que eu queria mesmo era não ter sido obrigada a tomar a decisão, para começo de conversa. E é claro que tudo aquilo era culpa minha, pois eu devia ter mantido as pernas fechadas, mas a vida não era assim - até eu sabia disso -e era fácil ser sábia depois do fato consumado.

De vez em quando, as organizações antiaborto desfilavam pelas ruas de Dublin, fazendo campanhas para tornar o aborto na Irlanda mais ilegal do que ele já era, carregando rosários e empunhando cartazes com fotos de fetos arrancados do útero.
Eu tinha de desviar os olhos daquilo.
Quando os ouvia condenando o aborto com tamanha veemência, tinha vontade de perguntar se algum deles já havia estado na minha situação.
Aposto que não.
Se tivessem estado, o seu compromisso com os elevados princípios morais ficaria abalado.

O que mais me incomodava eram os homens - homens protestando contra o aborto! HOMENS! O que eles sabiam, o que poderiam saber do terror que eu sentira? Eles não podiam engravidar. Mas nunca comentei nada disso em casa, porque não queria chamar atenção para o problema. E - pelo menos quando eu estava por perto - Claire também nunca comentou nada.  "




Todos nós temos direito a tomar as nossas próprias decisões.
Só que toda e qualquer decisão que nós venhamos a tomar vem acompanhada de consequências, sejam elas quais forem.
O direito de escolha - e da consequência - é nosso.

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SOS Tartaruga.

Esse post infelizmente não é bonitinho e não dá dicas sobre beleza ou modos de se vestir.

Como bióloga,eu tenho a obrigação de abrir a cabeça de pessoas que não estejam assim tão informadas sobre determinadas situações que ME competem, que dizem respeito à minha área... assim como, caso ocorra algo que o conhecimento seja de utilidade pública na área de vocês, eu espero que vocês o denunciem ou ponham as outras pessoas, leigas no assunto, a par.


Tartarugas.
Sejam elas marinhas ou não. Tartarugas.
Todos nós já ouvimos falar de projetos que visam a sua reabilitação ao mar/outro hábitat ou que protejam os seus modos de vida - o grande problema é que nós não sabemos o quanto a grande maioria desses projetos tem o "rabo preso" para com grandes empresas poluidoras / construtoras.

O grande problema relativo às tartarugas marinhas hoje em dia é quanto à poluição e à falta de áreas de desova. A questão da poluição é clara e eu não vou me demorar nela; mas... quanto às áreas de desova?

Tartarugas marinhas tendem a depositar as suas ninhadas na mesma praia/área que nasceram. O problema é que: para isso, elas fogem de altos índices de luminosidade. Ou seja: se uma determinada tartaruga X, que nasceu na praia Y, chega até essa praia e se dá conta de que o local está amplamente iluminado, seja por um novo bairro, um resort, uma trilha iluminada de um hotel.... ela pode dar meia volta e, caso não encontre uma área propícia para a desova, pode até mesmo perder a ninhada.
E as grandes construtoras e o governo sabem disso.
Só que a construção de grandes resorts à beira-mar diz mais a respeito sobre o povo brasileiro do que as nossas espécies de tartarugas marinhas restantes. Existe um projeto de um resort português no sul da Bahia - já em construção, by the way - que prevê a iluminação de uma ampla área de praias para que os hóspedes do resort possam realizar caminhadas à noite e melhor aproveitar as praias. Obviamente, eu não preciso nem comentar o fato de que essas praias são (eram) áreas de desova de tartarugas marinhas.

Ok, mas nós não temos ONG's, ou outros projetos, como o projeto TAMAR, que trabalham justamente contra esse tipo de ação?
-Sim, nós temos. Só que, para manter um projeto desse porte e ter algum tipo de significância, eles precisam de DINHEIRO. E quem decide dar patrocínio?
O projeto TAMAR, por exemplo, é patrocinado por ninguém menos do que a Petrobrás. - Vocês precisam que eu continue discursando sobre como isso tudo parece antagônico, não? SIM, a Petrobrás e outras empresas que trabalham com resíduos podem SIM ter consciência ambiental, e eu acredito que muitas pessoas lá dentro a tenham. Só que a realidade simplesmente não é cor-de-rosa e as pessoas que realmente mandam ali dentro não possuem essa consciência - então eles travam o poder de guerra e de barganha do próprio projeto TAMAR, ameaçando tirar a verba.

Baixo, não?


Pois é, eu também acho.

Sem falar que o próprio projeto TAMAR na Praia do Forte, no litoral norte da Bahia, virou um circo muito, MUITO bem iluminado, graças a uma vila luxuosa recheada de resorts juntos - todos eles construídos justamente na praia de desova das tartarugas.


Acreditem no que quiserem - O Brasil é um país de todos.... menos nosso. O povo brasileiro é o que mais perde com esse tipo de ato.

Cheers, hot.


Observação: sei que o post está mal-feito e mal-escrito, mas eu escrevi ele meio que como um desabafo, baseada na aula de uma professora minha. As informações que eu dou aqui foi ela quem me deu (e sim, ela é fonte altamente confiável), assim como para todo o resto da minha sala de aula.
Espero somente que a mensagem seja entendida, mesmo considerando o fato de eu não passá-la da melhor maneira



Seguem mais fotos de tartarugas, pois eu as acho lindas e fantásticas (e tem uma mordida DO MAL):

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Ano de eleição

 Ano de eleição é ano de decisão; ano com muita propaganda política em horário nobre, folhetos, propagandas e promessas. Promessas batidas, porém nunca cumpridas, promessas novas, revolucionárias, e promessas inusitadas, daquelas que nós sabemos que nunca serão cumpridas.
Decidir em quem votaremos é (ou deveria ser) algo premeditado e muito bem estudado, baseado em uma pesquisa intensa não apenas do que o candidato promete, mas também do seu passado político.
A crença de que a política no Brasil não tem jeito leva não apenas a um descaso durante o período de eleições, mas durante todo o tempo, todos os anos, todos os dias. Nós nos baseamos no preceito de que como as coisas não podem ser consertadas, não há nada que possamos fazer - e como esse sentimento é geral, ninguém faz nada e nada se modifica.
Gente..... Collor sofreu Impeachment. Arruda e P.O. renunciaram, a eleição indireta que ocorreu no DF está sendo contestada. As coisas estão andando, as pessoas estão se informando.
Informem-se!
As coisas só andarão caso nós façamos com que elas andem. 


E para que vocês não digam que eu não estou tentando ajudar, segue uma lista de pessoas em quem nós NÃO DEVEMOS votar:





1- ABELARDO LUPION Deputado PFL-PR Sonegação Fiscal
2 -ADEMIR PRATES Deputado PDT-MG Falsidade Ideológica
3 -AELTON FREITAS Senador PL-MG Crime de Responsabilidade e Estelionato
4 -AIRTON ROVEDA Deputado PPS-PR Peculato
5 -ALBÉRICO FILHO Deputado PMDB-MA Apropriação Indébita
6 -ALCESTE ALMEIDA Deputado PTB-RR Peculato e Formação de Quadrilha, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
7 -ALEX CANZIANI Deputado PTB-PR Peculato
8 -ALMEIDA DE JESUS Deputado PL-CE Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
9 -ALMIR MOURA Deputado PFL-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
10 -AMAURI GASQUES Deputado PL-SP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
11 -ANDRÉ ZACHAROW Deputado PMDB-PR Improbidade Administrativa
12 -ANÍBAL GOMES Deputado PMDB-CE Improbidade Administrativa
13 -ANTERO PAES DE BARROS Senador PSDB-MT Improbidade Administrativa e Formação de Quadrilha
14 -ANTÔNIO CARLOS PANNUNZIO Deputado PSDB-SP Crime de Responsabilidade
15- ANTÔNIO JOAQUIM Deputado PSDB-MA Improbidade Administrativa
16 -BENEDITO DE LIRA Deputado PP-AL Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
17- BENEDITO DIAS Deputado PP-AP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
18 -BENJAMIN MARANHÃO Deputado PMDB-PB Crime Eleitoral
19 -BISPO WANDERVAL Deputado PL-SP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
20 -CABO JÚLIO (JÚLIO CÉSAR GOMES DOS SANTOS) Deputado PMDB-MG Crime Militar, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
21 -CARLOS ALBERTO LERÉIA Deputado PSDB-GO Lesão Corporal
22 -CELSO RUSSOMANNO Deputado PP-SP Crime Eleitoral, Peculato e Agressão
23 -CHICO DA PRINCESA (FRANCISCO OCTÁVIO BECKERT) Deputado PL-PR Crime Eleitoral
24 -CIRO NOGUEIRA Deputado PP-PI Crime Contra a Ordem Tributária e Prevaricação
25 -CLEONÂNCIO FONSECA Deputado PP-SE Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
26- CLÓVIS FECURY Deputado PFL-MA Crime Contra a Ordem Tributária
27 -CORIALANO SALES Deputado PFL-BA Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
28 -DARCÍSIO PERONDI Deputado PMDB-RS Improbidade Administrativa
29 -DAVI ALCOLUMBRE Deputado PFL-AP Corrupção Ativa
30- DILCEU SPERAFICO Deputado PP-PR Apropriação Indébita
31 -DOUTOR HELENO Deputado PSC-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
32 -EDSON ANDRINO Deputado PMDB-SC Crime de Responsabilidade
33 -EDUARDO AZEREDO Senador PSDB-MG Improbidade Administrativa
34 -EDUARDO GOMES Deputado PSDB-TO Crime Eleitoral, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
35 -EDUARDO SEABRA Deputado PTB-AP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
36 -ELIMAR MÁXIMO DAMASCENO Deputado PRONA-SP Falsidade Ideológica
37 -EDIR DE OLIVEIRA Deputado PTB-RS Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
38- EDNA MACEDO Deputado PTB-SP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
39- ELAINE COSTA Deputada PTB-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
40 -ELISEU PADILHA Deputado PMDB-RS Corrupção Passiva
41- ENIVALDO RIBEIRO Deputado PP-PB Crime Contra a Ordem Tributária, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
42 -ÉRICO RIBEIRO Deputado PP-RS Crime Contra a Ordem Tributária e Apropriação Indébita
43 -FERNANDO ESTIMA Deputado PPS-SP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
44 -FERNANDO GONÇALVES Deputado PTB-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
45 -GARIBALDI ALVES Senador PMDB-RN Crime Eleitoral
46 -GIACOBO (FERNANDO LUCIO GIACOBO) Deputado PL-PR Crime Contra a Ordem Tributária e Seqüestro
47 -GONZAGA PATRIOTA Deputado PSDB-PE Apropriação Indébita
48 -GUILHERME MENEZES Deputado PT-BA Improbidade Administrativa
49 -INALDO LEITÃO Deputado PL-PB Crime Contra o Patrimônio, Declaração Falsa de Imposto de Renda
50 -INOCÊNCIO DE OLIVEIRA Deputado PMDB-PE Crime de Escravidão
51- IRAPUAN TEIXEIRA Deputado PP-SP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
52 -IRIS SIMÕES Deputado PTB-PR Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
53- ITAMAR SERPA Deputado PSDB-RJ Crime Contra o Consumidor, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
54 -ISAÍAS SILVESTRE Deputado PSB-MG Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
55 -JACKSON BARRETO Deputado PTB-SE Peculato e Improbidade Administrativa
56 -JADER BARBALHO Deputado PMDB-PA Improbidade Administrativa, Peculato, Crime Contra o Sistema Financeiro e Lavagem de Dinheiro
57- JAIME MARTINS Deputado PL-MG Crime Eleitoral
58 -JEFERSON CAMPOS Deputado PTB-SP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
59- JOÃO BATISTA Deputado PP-SP Falsidade Ideológica, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
60 -JOÃO CALDAS Deputado PL-AL Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
61 -JOÃO CORREIA Deputado PMDB-AC Declaração Falsa de Imposto de Renda, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
62 -JOÃO HERRMANN NETO Deputado PDT-SP Apropriação Indébita
63 -JOÃO MAGNO Deputado PT-MG Lavagem de Dinheiro
64 -JOÃO MENDES DE JESUS Deputado PSB-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
65 -JOÃO PAULO CUNHA Deputado PT-SP Corrupção Passiva, Lavagem de Dinheiro e Peculato
66 -JOÃO RIBEIRO Senador PL-TO Peculato e Crime de Escravidão
67 -JORGE PINHEIRO Deputado PL-DF Crime Ambiental
68 -JOSÉ DIVINO Deputado PRB-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
69 -JOSÉ JANENE Deputado PP-PR Estelionato, Improbidade Administrativa, Lavagem de Dinheiro, Corrupção Passiva, Formação de Quadrilha, Apropriação Indébita e Crime Eleitoral
70 -JOSÉ LINHARES Deputado PP-CE Improbidade Administrativa
71 -JOSÉ MENTOR Deputado PT-SP Corrupção Passiva
72 -JOSÉ MILITÃO Deputado PTB-MG Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
73 -JOSÉ PRIANTE Deputado PMDB-PA Crime Contra o Sistema Financeiro
74 -JOVAIR ARANTES Deputado PTB-GO Improbidade Administrativa
75 -JOVINO CÂNDIDO Deputado PV-SP Improbidade Administrativa
76 -JÚLIO CÉSAR Deputado PFL-PI Peculato, Formação de Quadrilha, Lavagem de Dinheiro e Falsidade Ideológica
77 -JÚLIO LOPES Deputado PP-RJ Falsidade Ideológica
78 -JÚNIOR BETÃO Deputado PL-AC Declaração Falsa de Imposto de Renda, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
79 -JUVÊNCIO DA FONSECA Deputado PSDB-MS Improbidade Administrativa
80 -LAURA CARNEIRO Deputada PFL-RJ Improbidade Administrativa e Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
81 -LEONEL PAVAN Senador PSDB-SC Contratação de Serviços Públicos Sem Licitação e Concussão
82 -LIDEU ARAÚJO Deputado PP-SP Crime Eleitoral
83 -LINO ROSSI Deputado PP-MT Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
84 -LÚCIA VÂNIA Senadora PSDB-GO Peculato
85 -LUIZ ANTÔNIO FLEURY Deputado PTB-SP Improbidade Administrativa
86 -LUPÉRCIO RAMOS Deputado PMDB-AM Crime de Aborto
87 -MÃO SANTA Senador PMDB-PI Improbidade Administrativa
88 -MARCELINO FRAGA Deputado PMDB-ES Crime Eleitoral, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
89 -MARCELO CRIVELA Senador PRB-RJ Crime Contra o Sistema Financeiro e Falsidade Ideológica
90 -MARCELO TEIXEIRA Deputado PSDB-CE Sonegação Fiscal
91 -MÁRCIO REINALDO MOREIRA Deputado PP-MG Crime Ambiental
92 -MARCOS ABRAMO Deputado PP-SP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
93 -MÁRIO NEGROMONTE Deputado PP-BA Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
94 -MAURÍCIO RABELO Deputado PL-TO Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
95 -NÉLIO DIAS Deputado PP-RN Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
96 -NELSON BORNIER Deputado PMDB-RJ Improbidade Administrativa
97 -NEUTON LIMA Deputado PTB-SP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
98 -NEY SUASSUNA Senador PMDB-PB Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
99 -NILTON CAPIXABA Deputado PTB-RO Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
100 -OSMÂNIO PEREIRA Deputado PTB-MG Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
101 -OSVALDO REIS Deputado PMDB-TO Apropriação Indébita
102 -PASTOR AMARILDO Deputado PSC-TO Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
103 -PAULO AFONSO Deputado PMDB-SC Peculato, Crime Contra o Sistema Financeiro e Improbidade Administrativa
104 -PAULO BALTAZAR Deputado PSB-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
105 -PAULO FEIJÓ Deputado PSDB-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
106 -PAULO JOSÉ GOUVEIA Deputado PL-RS Porte Ilegal de Arma
107 -PAULO LIMA Deputado PMDB-SP Extorsão e Sonegação Fiscal
108 -PAULO MAGALHÃES Deputado PFL-BA Lesão Corporal
109 -PEDRO HENRY Deputado PP-MT Formação de Quadrilha, Lavagem de Dinheiro e Corrupção Passiva, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
110 -PROFESSOR IRAPUAN Deputado PP-SP Crime Eleitoral
111 -PROFESSOR LUIZINHO Deputado PT-SP Lavagem de Dinheiro
112 -RAIMUNDO SANTOS Deputado PL-PA Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
113 -REGINALDO GERMANO Deputado PP-BA Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
114 -REINALDO BETÃO Deputado PL-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
115 -REINALDO GRIPP Deputado PL-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
116 -REMI TRINTA Deputado PL-MA Estelionato e Crime Ambiental
117 -RIBAMAR ALVES Deputado PSB-MA Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
118 -RICARDO BARROS Deputado PP-PR Sonegação Fiscal
119 -RICARTE DE FREITAS Deputado PTB-MT Improbidade Administrativa e Formação de Quadrilha, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
120 -RODOLFO TOURINHO Senador PFL-BA Gestão Fraudulenta de Instituição Financeira
121 -ROMERO JUCÁ Senador PMDB-RR Improbidade Administrativa
122 -ROMEU QUEIROZ Deputado PTB-MG Corrupção Ativa, Corrupção Passiva e Lavagem de Dinheiro
123 -RONALDO DIMAS Deputado PSDB-TO Crime Eleitoral
124 -SANDRO MABEL Deputado PL-GO Crime Contra a Ordem Tributária
125 -SUELY CAMPOS Deputada PP-RR Crime Eleitoral
126 -TATICO (JOSÉ FUSCALDI CESÍLIO) Deputado PTB-DF Crime Contra a Ordem Tributária, Declaração Falsa de Imposto de Renda e Sonegação Fiscal
127 -TETÉ BEZERRA Deputado PMDB-MT Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
128 -THELMA DE OLIVEIRA Deputada PSDB-MT Improbidade Administrativa e Formação de Quadrilha
129 -VADÃO GOMES Deputado PP-SP Improbidade Administrativa e Crime Contra a Ordem Tributária
130 -VALDIR RAUPP Senador PMDB-RO Peculato, Uso de Documento Falso, Crime Contra o Sistema Financeiro, Crime Eleitoral e Gestão Fraudulenta de Instituição Financeira
131 -VALMIR AMARAL Senador PTB-DF Apropriação Indébita
132 -VANDERLEI ASSIS Deputado PP-SP Crime Eleitoral, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
133 -VIEIRA REIS Deputado PRB-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
134 -VITTORIO MEDIOLI Deputado PV-MG Sonegação Fiscal
135 -WANDERVAL SANTOS Deputada PL-SP Corrupção Passiva
136 -WELLINGTON FAGUNDES Deputada PL-MT Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias) 137 -ZÉ GERARDO Deputado PMDB-CE Crime de Responsabilidade
138 -ZELINDA NOVAES Deputada PFL-BA Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
139 -Ângela Guadagnin Deputada PT-SP Dançarina do Plenário da Câmara, comemorando absolvição de corrupto
140 -Antônio Palocci Ex-Ministro PT-SP Quebra de Sigilo Bancário
141 -Carlos Rodrigues Ex-Deputado PL-RJ Bispo Rodrigues
142 -Delúbio Soares Tesoureiro PT-GO Ex Tesoureiro do PT
143 -José Dirceu Ex-Deputado PT-SP Mensalão
144 -José Genoíno Ex-Deputado PT-SP Mensalão, Dólares na Cueca
145 -José Nobre Guimarães DeputadoEst. PT-CE Dólares na Cueca (Agora Candidato a Dep. Federal)
146 -Josias Gomes Deputado PT-BA Mensalão, CPI dos Correios
147 -Luiz Gushiken Ex-Ministro PT-SP CPI dos Correios
148 -Paulo Salim Maluf Ex PPB-SP Corrupção, Falcatruas, Improbidade Administrativa, Desvio de Dinheiro Público, Lavagem de dinheiro
149 -Paulo Pimenta Deputado PT-RS Compra de Votos, Mensalão, CPI Correios
150 -Pedro Corrêa Ex-Deputado PP-PE Cassado em associação ao Escândalo do Mensalão, Compra de Votos
151 -Roberto Brant Deputado PFL-MG Crime Eleitoral, Mensalão, CPI Correios
152 -Roberto Jefferson Ex-Deputado PTB-RJ Mensalão
153 -Severino Cavalcanti Ex-Deputado PP-PE Escândalo do Mensalinho (Renuncio para evitar a cassação)
154 -Silvio Pereira SecretárioPT PT Mensalão
155 -VALDEMAR COSTA NETO-Deputado FEDERAL PRESIDENTE DO PR-MOGI DAS CRUZES - SP (Mensalão)







Cheers, hot!




(peguei do blog do Du, http://direitodepensar.blogspot.com/ )

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Anti-bió.ticos

 O post de hoje é sério; é uma coisa que a mídia e os médicos sempre chamam a nossa atenção, mas vou tentar exemplificar um pouco mais, tentar demonstrar o problema que encontra-se no uso indiscriminado de antibióticos.
Para aqueles que não sabem, sou graduanda em Ciências Biológicas e quero seguir uma linha de pesquisa na área de Microbiologia. A Microbiologia estuda organismos microscópicos, aqueles que antigamente eram chamados de germes e micróbios; são os protozoários, os vírus, as bactérias.

O primeiro antibiótico foi descoberto por acaso em 1928 por Alexander Fleming – a penicilina. Desde então, a humanidade tem-se utilizado largamente destes medicamentos no tratamento contra infecções bacterianas. Desde a sua descoberta, o antibiótico ganhou inúmeras variedades com o objetivo de tratar as mais diversas bactérias, e seu uso tornou-se corriqueiro, diminuindo drasticamente a taxa de mortalidade por doenças infecciosas.


Um parêntese:
  • Em uma população de organismos patógenos (infecciosos), existem sempre aqueles melhor adaptados a seu meio, que apresentarão uma resistência maior ao medicamento administrado ao paciente. Por isso a insistência dos médicos para que tomemos o medicamento durante todo o tempo prescrito: os sintomas diminuem (ou até cessam) nos primeiros dias de utilização do remédio pois a maior parte dos organismos foi atingida por ele, controlando a infecção. O problema é que estes com maior resistência, sobrevivem por mais tempo no nosso organismo, mesmo sob o efeito do remédio. Estes só serão eliminados pelo uso prolongado (aquele prescrito pelo médico) do antibiótico.
O que acaba acontecendo é que a grande maioria das pessoas, por um motivo qualquer e sem orientação médica, não toma a medicação durante o tempo necessário – o que acaba aumentando o número de patógenos com maior resistência às drogas antimicrobianas disponíveis. O resultado é problemático, afinal de contas, a nossa capacidade de lutar contra as doenças infecciosas diminui.

Voltando:

Os agentes antimicrobianos possuem uma toxicidade seletiva, ou seja: devem causar dano aos organismos patógenos sem causar dano significativo ao hospedeiro. Como a variedade de organismos é grande, existem agentes com diferentes espectros de atividade (que nada mais é do que a variedade dos organismos nos quais um determinado agente antimicrobiano age). Existem drogas de amplo espectro (atingem vários tipos) e de estreito espectro (mais específicos do que os anteriores).
A resistência adquirida por esses microorganismos normalmente se dá por meio de modificações genéticas seguidas pela seleção natural (aquela de Darwin, lembram-se?); existem também meios não-genéticos, que ocorrem por exemplo no caso dos microorganismos causadores de tuberculose: eles permanecem nos tecidos, fora do alcance dos agentes antimicrobianos.
O grande problema destes organismos resistentes é que eles não são suscetíveis aos medicamentos administrados; logo, deparamo-nos com a necessidade de novos remédios, mais fortes, que possam combater essa resistência: nascem então as drogas de segunda, terceira linhas. Se um microorganismo desenvolver resistência a um determinado medicamento, deve-se encontrar um outro para tratar de maneira eficiente as infecções resistentes: são as drogas de segunda linha, substituindo as de primeira. Se esta nova geração destes microorganismos desenvolver nova resistência, tenta-se de novo; vemos então a droga de terceira linha. Para se ter uma ideia, a penicilina é uma droga de primeira linha; desenvolveram-se várias novas gerações resistentes a ela – hoje utilizamos principalmente a espectinomicina, que é uma droga de terceira linha (e que, por acaso, já apresenta patógenos resistentes).
Os organismos mais resistentes à drogas são normalmente encontrados dentro dos hospitais – o conjunto 'pacientes com imunidade debilitada' + 'largo uso de medicamentos' + 'diversa variedade de patógenos disponíveis' faz com que estes pacientes sejam hospedeiros mais do que convenientes. Têm-se, então, a tão comumente falada “infecção hospitalar”, que nada mais é do que uma infecção generalizada ocasionada por um agente infeccioso MUITO potente, altamente resistente à grande maioria dos medicamentos existentes. O que muita gente não sabe e que, obviamente, não é largamente divulgado, é que existem, dentro dos hospitais, bactérias tão resistentes que não possuem tratamento: são mais resistentes até mesmo à vancomicina, o antibiótico de última geração de que dispomos. Ela só é utilizada em último caso – e mesmo assim, algumas vezes, de nada adianta. Caso a infecção no paciente seja por meio de uma dessas bactérias super-resistentes, não há NADA que a medicina possa fazer. Por enquanto, essas bactérias limitam-se ao ambiente hospitalar, que apresenta-se como o lugar ideal para estes organismos: o problema é... e se essas bactérias fugirem do plano hospitalar? Em algum médico com sistema imunológico debilitado, um jaleco que vá ser lavado ou um visitante que não lavou eficientemente as mãos?
Da mesma maneira que o conhecimento dessas bactérias seja quase restrito entre acadêmicos e profissionais da área saúde, a grande maioria das pessoas não consegue dar-se conta de que nós mesmos desenvolvemos estes patógenos, utilizando-nos largamente de medicamentos potentes que deveriam ser ministrados apenas em determinadas ocasiões e somente por meio de indicação médica. Este uso descontrolado dessas substâncias, sem orientação e observação profissional trouxe-nos organismos cada vez mais resistentes, até chegar a estes causadores da “infecção hospitalar” mortal. O tratamento das infecções resistentes cria um ciclo vicioso: caminhamos lentamente de encontro a um cenário mais do que problemático! Novas terapias antimicrobianas estão sendo constantemente testadas, porém até hoje nada apresentou resultados significativamente satisfatórios.
E quando tudo que nos restar for a vancomicina? Senão ela, o próximo antibiótico de última geração? Por enquanto NÃO HÁ para onde correr; para prevenir esse cenário, devemos restringir o uso de medicamentos potentes e incentivar estudos paralelos com o objetivo de descobrir novas terapias antimicrobianas, tão efetivas quanto os antibióticos, porém com princípios diferenciados. 



Cheers, hot!

( Usei como fonte o livro "Microbiologia: Fundamentos e Perspectivas, por J.G. Black" para poder escrever este post)


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Ê Brasil!



O que é preciso para um cidadão ser ouvido na sua própria Câmara Legislativa sem tomar porrada?

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Conservadoramente liberal

Aproveitar que eu voltei pra cá e.... vou colocar um texto que eu fiz enquanto eu estava na França, em um momento super "BadVibe" - e ele me colocou para cima. É um desabafo, é um projeto, é um pro-tó-ti-po.

Para os que não sabem (come on, guys! open your eyes), eu namoro já tem um tempo com um ser maravilhoso de nome Ana Carolina... e aceitar isso pode ser muito fácil e natural para algumas pessoas, mas no meu caso foi um caminho complicado. É um relato resumido do que eu senti e vivi, ainda em construção.
Cheers, hot! ;)

" 'Conservadoramente liberal' – foi como um amigo definiu a cidade de Amsterdan quando disse que pretendia me mudar para a Holanda e seguir meu projeto de pesquisa. Para quem não sabe, o pequeno pedaço de terra que Amsterdan ocupa é dividido entre cafés (lugares onde fuma-se haxixe legalmente), pubs, igrejas católicas, museus, canais, sex shops, mulheres nuas em vitrines e igrejas protestantes.

Disso nasceu a conversa: como podemos ser assim tão liberais e ao mesmo tempo tão conservadores? Parece antagônico, mas é mais comum do que se imagina: a grande maioria dos homossexuais passa por um momento de conflito muito grande, onde todos os alicerces da nossa criação são abalados por certezas inesperadas.

É o que você sempre viu, ouviu e aprendeu contra o que você sabe agora; e esses elementos simplesmente não se encaixam, não importa o quanto você tente.

Não digo que todos passam por isso, mas falo pelas pessoas que conheço que já passaram por essa situação e por mim mesma, que, de repente, me vi apaixonada por uma menina. Não que eu nunca tivesse tido contato, não que ignorasse a existência – mas foi diferente, é diferente. Sempre tentei dar o maior apoio aos meus amigos, sempre acreditei na igualdade de sentimentos e que sim, amor é amor, não importa por quem nós o sentimos.

“Eu imagino que deva ser difícil, mas vá em frente! Se é o que você quer, estarei sempre do seu lado.”

Nunca foi difícil para mim dizer (e aplicar) isso quando tratava-se da vida de amigos.

Mas...quando eu a vi pela primeira vez, eu senti uma coisa estranha. Um jeito marrento de andar, curvada para frente, olhando hora para baixo, hora para os lados - foi sintonia completa, uma sensação de conforto; ela namorava e eu também. E a partir de então eu a via sempre, todos os dias... mas de uma maneira ou de outra eu acabava sempre me convencendo de que aquilo que eu estava sentindo não passava de amizade, por mais novo que me parecesse.

Pouco tempo depois, namoros terminados, “ficamos juntas”. Entre aspas pois eu nunca estive realmente com ela por medo de me assumir – não apenas para o mundo, mas para comigo mesma. Filha única por parte de mãe, caçula por parte de pai, neta única, sobrinha única... Dormia na casa da minha avó rezando todo dia depois de a luz ser apagada; aprendi que as minorias mereciam o respeito que não tinham na maior parcela do tempo; aprendi piadas de loiras, gays e negros; aprendi a me portar como uma dama e sempre fazer o que as pessoas esperavam de mim; aprendi que a hipocrisia é feia; que o ser humano é omisso. Percebi a contradição na minha educação familiar.

Aprendi, pouco a pouco, que tudo o que a minha família pregava era posto de lado depois de alguns cálices de vinho a mais.

Quando me apaixonei por ela, eu vi: eu estava apaixonada, mas não me deixava levar o sentimento para frente. Eu gostava dela, eu queria dizer isso a ela, mas... não conseguia. Eu sentia que não seria certo – batia com o que eu acreditava em relação a mim, batia com os planos que as pessoas haviam criado para mim; batia com o que EU havia bolado para mim.

Quatro anos depois, a ex da amiga que nos apresentou me disse “Para sair do armário você tem de entrar nele antes”. Ela me falou isso depois de eu falar o meu lado de tudo o que tinha acontecido (que, obviamente, resultou em muitos problemas) e como eu me sentia sobre isso (nesse ponto eu namorava de novo, mas já com a menina-mulher que estou até hoje).

Eu já havia me dado conta do tanto que eu havia feito aquela minha primeira paixão sofrer, mas nunca havia me dado conta de que isso havia sido necessário para mim; eu precisava disso para me dar conta de que sim, eu gosto de meninas! Eu as amo, que mal há no fato de eu quebrar meus velhos paradigmas e amar alguém, não importando quem seja? Por quê eu não posso aplicar na minha vida as coisas que eu sempre acreditei e mandei os meus amigos aplicarem?

“Casa de ferreiro, espeto de pau.”

Todo dia é uma luta nova – tentar reinventar conceitos infiltrados em mim desde que me entendo por gente – e não adianta: é sempre um passo de cada vez.

Eu não preciso me livrar de tudo que aprendi, mas às vezes o confronto é muito direto, de uma maneira que pode me derrubar (muitas vezes no sentido literal da palavra); aprendi que o segredo é ter paciência, não apenas com os outros, mas comigo. Se aceitar muitas vezes é muito mais trabalhoso do que fazer com que as pessoas nos aceitem.

Hoje em dia, eu tenho minha namorada, minha menina-mulher. Eu a amo e sei disso. Eu sei tudo que eu quero com ela, mas quando eu menos espero, acabo me dando conta de que estou em crise de aceitação (sim, ainda) – e ela tem a paciência de me dizer para ter paciência ; a crise passa e eu vejo tudo claramente. Vejo que todos nós temos graus de preconceitos e é nosso papel tentar nos despir deles, não importa o quão arraigados eles estejam em nós. Vejo que para que as pessoas me aceitem e vejam o meu lado, EU preciso fazer isso antes.

Eu era super aberta a todo tipo de pessoa, desde que não se referisse a mim – aonde está o sentido? Como eu poderia ser conservadora para comigo mesma e liberal para com todos os outros que amo?

Só que eu era. Eu sou. E muitos de nós são e, muitas vezes, não nos damos conta disso, pois é mais normal do que imaginamos.

O que me ajudou a tentar melhorar foi quando um amigo disse “Permita-se”. Então eu venho aqui tentar, por meio da minha história, tentar ajudar alguém que sinta-se da mesma maneira... e dizer, simplesmente: permita-se."

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World homosexuality laws

"Leis sobre o homossexualidade no mundo" Engraçado, tinha achado essa imagem ontem rondando pela internet e vi que o PL lançou o relato de uma leitora hoje que tinha justamente essa mesma imagem! O post de hoje não é nada demais: é só para mostrar isso mesmo. Essa imagem demonstra as diferenças entre as leis destinadas para homossexuais em diferentes países do mundo.

  • Leis de países onde a homossexualidade é LEGAL:
- Azul-escuro: casamento entre pessoas do mesmo sexo é aceito. - Azul mediano: parceria aceita, mas sem receconhecimento. - Azul ciano: casamentos estrangeiros são reconhecidos. - Cinza: não há reconhecimento de casais do mesmo sexo.
  • Leis de países que tornam a homossexualidade ILEGAL:
- Amarelo: pena mínima (mas eu não sei bem o que significa pena mínima). - Cor-de-burro-quando-foge (sim, meu vocabulário de cores é pouco amplo: pena máxima. - Laranja escuro: Prisão perpétua. - Vinho: pena de morte. Acho interessante frisar as diferenças entre continentes: - Países desenvolvidos e com IDH alto apresentam uma maior aceitação e apresentam um leque maior de direitos à comunidade gay, enquanto no oriente médio, áfrica e ásia (que apresentam um IDH baixo), encontramos o TOTAL de países que pune homossexuais com a pena de morte. E no caso, podemos analisar a América do Sul: temos aqui dois casos bem antagônicos! Ao mesmo tempo que temos o casamento entre homossexuais por um lado (no caso da Argentina - o mapa está desatualizado), temos prisão perpétua na Guiana Francesa. Cheers, hot ;) (queria falar mais sobre isso, mas tenho que sair; deixo as conclusões para vocês)

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Guialternativo

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Adotar é bem mais legal.

As meninas do Vodka Blush (de Brasília, cujas festas eu recomendo horrores [ http://twitter.com/vodkablush ]) já estão no meu twitter tem um tempo e vira e mexe elas falam sobre adoção de animais. Eu sempre fiz campanha a favor da adoção, mas hoje em dia eu tenho dois motivos mais do que fortes para reforçar isso; apresento a vocês meus filhotes, Mika (a malhada tricolor) e Louis: Enfim, são meus filhotes. Eu tenho mais um, o Mingau, mas que eu ganhei dos meus pais quando eu tinha 11 anos e ele ainda mora na casa deles. A Mika eu peguei logo depois que vim morar sozinha: encontrei ela em um beco do lado de uma padaria do lado da faculdade, voltando para casa. Tão linda, tão simpática, toda machucada... e hoje tá aí: não valendo nada e dando gosto de ver. O Louis veio mais como imposição do destino: apareceu no motor do meu carro no começo desse ano, depois de uma noite de muita chuva. Fiquei um mês tentando me convencer de que não estava apaixonada pelas manchinhas do seu rosto e tentando achar alguém que o quisesse.... na falta, fiquei pra mim (na maior felicidade do mundo). Nos dois casos eu fui à UIPA de São Carlos (SP) para poder castrar os dois; aliás, a castração é outra campanha que merece mais atenção, mas não é o motivo do post. Fui lá umas cinco vezes e, toda vez, eu fico com o coração na mão: são tantos cães e gatos naquele espaço, com pouca gente tentando cuidar, com tão pouco recurso... Um cão e um gato adotados são tão lindos, tão especiais e tão inteligentes quanto um comprado por muito dinheiro em um canil ou gatil de renome. E vale a pena. Vale a pena ter cobertor de pés no inverno (Mika) e gato entrando debaixo das suas cobertas de madrugada pq está com frio. Vale a pena tentar estudar com um gato sentado em cima dos cadernos e, mais do que tudo, vale a pena ver que você faz a diferença na vida de um ser tão especial. Não compre, adote! É rápido, fácil, indolor, não custa nada... e faz muita diferença. Cheers. ;)

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Nada Gentili

Falei mesmo que não ia mais colocar nada aqui, mas li isso e achei FAN.TÁS.TI.CO! É para ler o post relacionado ao comentário do Robin Willians sobre o Rio de Janeiro ter ganhado a competição para ser sede das olimpíadas. "Claro que o Rio de Janeiro ganhou a competição para ser a sede. Chicago levou Michele Obama e Oprah, enquanto o Rio levou 50 strippers e meio quilo de cocaína." http://danilogentili.zip.net/ Danilo Gentili mandou MUITO! - gente que não gosta de ouvir a verdade é FODA. leiam, leiam mesmo. Cheers.

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O dia em que o dinheiro acabou.

Bom dia, flores! O post de hoje fala sobre um problema que a grande maioria de nós se depara ao ver a conta no final do mês... aquele problema que faz você gemer e falar "Putaqueopariu, pra onde diabos foi o meu dinheiro?" Eu sei, tem programinha do Fantástico ajudando a gente a planejar as notas finanças SEMPRE, mas eu reparei em algumas coisas aqui e acabei me dando conta no que eu realmente me ferro - e decidi repassar pra vocês; caso alguém se dê conta que tem o mesmo problema, é mais fácil de resolver. Eu tenho a minha renda, X, que não é pouca coisa, convenhamos. Vivo muito bem, obrigada. Tenho mais do que o suficiente para passar o mês e sobrar, mas eu sempre acabo me enrolando e pagando coisas que eu não deveria com o cartão de crédito pq o dinheiro sempre acaba antes de eu receber de novo. A primeira dica é essa: não use e abuse do cartão de crédito. Se você for como eu, que gosta de pagar tudo de uma vez (quase não parcelo nada, e nisso se inclui a fatura do cartão, que cai na minha conta todo mês por via de débito em conta corrente), acaba que, se você abusar demais, o cartão de crédito representará um rombo nada agradável na sua conta. Tudo bem: os meus maiores gastos são com aluguel (dói pagar, xo dizer), com telefone (não adianta, namoro a distância é foda) e alimentação. Durante um tempo eu gastei muito dinheiro com transporte, mas eu aprendi como fazer para que o dinheiro que eu invisto colocando combustível no carro dure mais (isso apenas vendo se vale a pena gasolina ou álcool, coisa que é óbvia em alguns estados brasileiros, mas não aqui em São Paulo). Aluguel não tem como fugir. Alimentação também não, mas tem como a gente sempre se segurar pra não comprar uma ou outra coisa mais caras, já que existem coisas que não tem como a gente deixar passar - no meu caso, a coisa mais cara que eu compro no supermercado é a areia dos meus gatos, que custa R$15,00; pode? Telefone eu sempre tento baixar, mas é difícil pois a situação em que eu me encontro não é a das mais favoráveis... o negócio é ter sempre consciência e não falar uma hora e meia no telefone, mesmo que seja de madrugada (né, dona Ana Carolina? ;*). Então eu fui pegar todos os meus extratos e saí por aí olhando; e me dei conta de que o meu dinheiro some mesmo nesses pequenos débitos do dia-a-dia... pagamentos de 20, 30, 50 reais que eu acabo fazendo por coisas que eu não necessariamente preciso. Na hora a gente acha que não vai fazer diferença, mas uma dessas 3, 4, 5 vezes por semana tem consequências catastróficas na nossa renda final. Aí acaba que a minha dica é essa: ficar atento justamente a esses pequenos débitos, aos saques. Não é pra deixar de fazer ou gastar, mas sempre lembrar que eles se acumulam (pq com cartão a gente acaba esquecendo desse acúmulo, por mais que seja uma transação de débito) SIM, e que eles levam o seu dinheiro embora. E são justamente eles que acabam fazendo com que eu tenha que recorrer ao cartão; aí no mês seguinte tem a fatura do cartão, o dinheiro vai embora, aí eu recorro ao cartão de novo. É uma bola de neve desnecessária, gente! Afinal de contas, dinheiro está aí pra facilitar, e não pra dar dor de cabeça... Essa questão da dor de cabeça é foda, pq eu já passei muitas noites em claro pensando nisso - que eu super já gastei bem mais comprando coisas para mim, coisas que eu gosto, mas que agora o simplesmente não está rendendo. Sim, o dinheiro não está rendendo, tá tudo mais caro. Eu fico feliz quando eu vou ao mercado e consigo sair de lá só 40 reais mais pobre. Então, se o dinheiro está rendendo menos, o negócio é apertar os cintos, fazer o que? Não dá para a gente brigar com esse tipo de coisa, o que vai rolar é que a gente vai acabar é passando cada vez mais raiva. Para evitar esses pequenos débitos: faça uma lista, nem que seja mental, das suas prioridades. Por exemplo, no meu caso: - coisas da casa (pq não adianta, sempre tem alguma coisa pra comprar/consertar) - meus gatos (pq não adianta nada você resolver ter animais de estimação e não querer gastar dinheiro com eles quando necessário; é uma responsabilidade que VOCÊ adquiriu, mais ninguém) - livros e xerox da faculdade. - remédios ( eu tenho hipotireoidismo, tomo remédio controlado e mais um monte de coisa, pra gastrite, dor de cabeça e etc) O foda mesmo é que, olhando os meus débitos, eu consigo ver uma clara semelhança: quase nenhum deles tem a ver com as minhas prioridades. Quase tudo é lugar onde eu comi, besteira que eu comprei, cigarros (maldito vício), bebida (vai, eu moro em uma cidade universitária), revistas (algumas têm a ver com a faculdade, outras não) e livros (que não tem a ver com a faculdade, logo, eu deveria deixar para comprar apenas quando eu tivesse dinheiro!). É só prestar mais atenção mesmo, prometo que ajuda. E é seeempre importante lembrar que nós sempre temos de guardar dinheiro; 10% da nossa renda é o ideal. Aí esses 10% nós dividimos de acordo com o objetivo (poupança, casamento, viagem, etc). Eu sei que é tudo super manjado, mas eu estou tentando falar o que eu tenho problema para ver se alguém se identifica e consegue localizar algum ponto em comum no próprio hábito financeiro, de modo a poder se modificar. Válido? Cheers!

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O futuro pertence aos jovens

Já tem um tempo que eu venho tentando entrar no site da prefeitura de São Paulo a fim de conseguir algumas informações relativas às universidades federais/estaduais.

Já faz um tempo que um amigo que cursa Medicina na USP me falou que Quércia, durante o seu governo, aprovou uma lei que decretava que 1% de todo o capital arrecadado em todo o estado de São Paulo (ou algo do gênero) devia ser destinado às suas faculdades. Não sei bem até onde vai a verdade e até onde vai a mentira nessa história – sendo bem sincera, não sei nem ao menos se existe algo de verdadeiro nela. Mesmo sem saber, eu venho repassando-a toda vez que alguém cita a superioridade acadêmica paulista ou comenta sobre o atual estado das faculdades brasileiras no geral.

Tomando vergonha na cara, eu tentei entrar em contato com quem realmente tem acesso a esse tipo de informação; fui imediatamente podada pelo servidor do site da prefeitura paulista. Revolução virtual ,meus amigos.

Quanto ao assunto de dinheiro e universidades, a questão é complicada e amplamente debatida. Por mais que as universidades paulistas apresentem graves problemas relacionados à infra-estrutura, material e corpo docente, não há bem como negar que, comparadas com outras grandes instituições de prestígio brasileiras, aquelas apresentam-se em um patamar visivelmente superior.

Brasília, capital federal, sede de uma das melhores faculdades do país, a UnB.

Não é realmente difícil se dar conta dos problemas que acometem a faculdade; basta passar uma hora passeando em meio aos alunos. Visivelmente precisando de uma reforçada reforma, a UnB, mesmo desgastada, ainda apresenta-se grandiosamente. Os problemas vão dos desgastes das paredes à falta de segurança no campus durante a noite. Não há espelhos e papel higiênico nos banheiros – “Aluno da UnB que é aluno da UnB sempre carrega um rolo dentro da mochila”. As infiltrações são aparentes e várias vezes os alunos deparam-se com situações que não seriam exatamente normais em condições perfeitas: o aglomerado dos C.A.’s (Centros Acadêmicos) de História, Geografia e Filosofia, popularmente chamado de CA 3 já sofreu os opostos. Em menos de dois anos, o C.A. de História pegou fogo e o de Filosofia sofreu uma enchente durante uma tempestade. Os acontecimentos não são exatamente desconhecidos dos calouros – ou bixos. As marcas ainda apresentam-se no ambiente que é destinado ao descanso e encontro dos alunos – as dezenas de cartolinas mofadas, ainda molhadas da enchente foram retiradas do C.A. de Filosofia somente no final do 2º semestre de 2006, quando uma turma de calouros optou por fazer uma limpeza geral no espaço. Quanto ao incêndio, basta entrar no C.A. 3 e olhar para os tetos – as manchas pretas das labaredas continuam lá,como que intactas.

O clima de Brasília é sensivelmente mais ameno do que o de São Paulo, o que torna-se um motivo de agradecimento por parte dos universitários da capital federal. As salas de aula e os auditórios (nestes não encontramos nem quatro cadeiras seguidas em estados de conservação que possibilitassem a sua utilização) variam do calor intenso ao mais incômodo frio.

Só quem já passou pela situação sabe como é: ficar anos estudando no segundo grau – ou cursinho, que seja – para passar em uma faculdade federal para chegar lá e ver que as coisas não estão nem perto do paraíso suspenso que era apresentado nas aulas de física mecânica.

Como exemplo tomo uma situação que ocorreu com um aluno da graduação em Ciências Biológicas na Universidade de Brasília. Ele realizou um procedimento tal, simples, que levava alguns compostos químicos. Na mesma semana, foi convidado por um colega – que também cursava Ciências Biológicas, porém em uma faculdade particular do DF – a repetir o mesmo experimento, agora no laboratório da unidade particular. Utilizando-se de novos elementos e utensílios, o resultado foi completamente diferente, o que coloca em xeque o grau de uso e a validade dos materiais que são colocados à disposição dos alunos.

Quanto às dúvidas que envolvem a ocorrência ou não das aulas, estas já foram compartilhadas por todos os alunos pelo menos uma vez. Além dos professores que ausentam-se durante meses da sala de aula sem pudor algum, ainda existe o Monstro de Sete Cabeças de todas as faculdades públicas: A Greve.

A greve é certa, pelo menos duas vezes durante uma graduação normal (4,5 anos). Impedidos de fazer alguma coisa, resta aos alunos esperar e suportar as conseqüências impostas ao corpo docente.

Resta aos alunos saber a ocorrência exata de greves nos anos, para que eles assim possam programar suas férias de verão - ou inverno.... ou primavera... ou outono.

Cheers, hot!

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Educate your though

blindnoiser

"Se você entra no ringue, você vai apanhar".

É inevitável - não importa que você ganhe muito fácil, mas um empurrão ou um soco você vai levar.

Agora levando aos protestos atuais - e não tão atuais assim.

Há anos os EUA apresentam-se como "The Free Country". But let's face it: you've gotta be caucasian to enjoy this freedom. And you gotta understand what I'm saying now.

Por quê nós vivemos dessa maneira?

Em todo o mundo protestos são assistidos e comentados... e parece que as diferenças são tão pequenas que não são percebidas.

Quantos indianos existem na Inglaterra?

Quantos chicanos existem nos EUA?

Quantos muçulmanos existem na Alemanha?

Os Estados Unidos da América, com seu nome impon(t)ente, assusta o mundo com seus tratados atômicos e guerras injustificadas e vai ganhando, dia a dia, o ódio mundial. O sonho de ir aos EUA ainda é amplamente compartilhado, mas as injustiçadas cometidas pelos nossos amigos estado-unidenses são bem mais enxergadas do que há dez anos.

Ainda apresentando-se como um país livre, os Estados Unidos repreendem os negros, índios e latinos que "ousam" invadir o seu território (sim, parece AINDA PIOR [ como se fosse possível ] quando falamos dos índios). Neste "país livre", esta grande parte da população é arrechaçada pela minoria, encontrando-se em um patamar de povo subdesenvolvido. Sofrendo todo tipo de preconceito, as únicas saídas para essa parcela são:

1. Violência

2. Protestos pacíficos.

Caso os protestos sejam pacíficos, seus organizadores serão arruaceiros. Caso os protestos sejam violentos, seus organizadores serão arruaceiros. OS EUA tiram de seus CIDADÃOS o seu maior direito como ser humano : o seu direito de se expressar. Pacíficos ou não, os protestos serão contidos - a pauladas, de preferência.

Assistindo ao filme Surplus, podemos ver os diferentes tipos de ironias e diferenças vividas por vários países no mundo, e um conhecido "arruaceiro" dos EUA faz o seu discurso: "Protestos pacíficos não levam a nada. Dali a uma semana o protesto será esquecido e as pessoas não se lembrarão mais das necessidades dos protestantes, o que eles pediam. O protesto não deve ser violento contra outras pessoas,mas contra as entidades contra as quais protestamos."

Em que tipo de mundo vivemos que precisamos depredar o nosso próprio patrimônio para que possamos,enfim,sermos ouvidos?

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Psicoterapia

Normalmente, quando eu falo para as pessoas que elas precisam de terapia, elas quase me esganam. Mal sabem elas que essa temida terapia faz parte do meu cotidiano desde que eu nasci - e eu lido com ela da mesma maneira como lido com tratamentos médicos tais como ginecológicos ou cardíacos.

As pessoas ainda tem muito preconceito para com a terapia, e eu não as culpo; a mente humana é muito complicada, até mesmo para o dono de uma mente específica. Se pararmos para pensar, a terapia nada mais é do que uma tentativa de se entender, e, assim, modificar-se (positivamente, é claro). Agora fala isso pra uma pessoa desavisada. Fale para ela que ela vai ter de sentar em um divã/cadeira/almofada e abrir-se com um estranho, contar a ele os seus maiores medos e segredos e, ESPECIALMENTE, aquilo que ela não conta nem mesmo à sua sombra, no banho, de luz apagada.

Aí entra muito ponto: muitas pessoas fazem terapia e depois de dois, três meses a abandonam, alegando que ela não serve para nada. O engraçado é que, ao conversar com terapeutas (não que eles digam o que foi conversado durante a sessão, é claro), eles dizem que essas pessoas são justamente as que recusaram-se a falar do que, aparentemente, era o problema central de um determinado comportamente ou pensamento. NÃO HÁ como o terapeuta entrar em seu cérebro, muito menos em apenas 8 semanas de conversa, e se dar conta de todos os problemas e fatos que decorreram naquela neurotiquice que você tem com xampus. As pessoas não se abrem e, fatalmente, aniquilam quaisquer chances de a terapia resultar em algo positivo.

Eu acredito em enormes e ENORMES avanços e qualidades, mas eu não a considero o supra-sumo-da-gostosidade. (Gente, Froyd NÃO EXPLICA!) Mesmo. Talvez seja um pensamento estranho para uma pessoa tão intimamente ligada a esse processo - não apenas pela família, mas também pelo fato de eu fazer terapia desde os 11 anos de idade -, mas eu não me surpreendo, francamente. Eu vejo muito bem os benefícios da psicoterapia, mas, como uma legítima cobaia, também não me vejo afetada da maneira como gostaria... mas para falar a verdade, eu também não conto tudo que eu gostaria ou que eu tenho em mente nas minhas sessões.

Quem me conhece sabe que eu não suporto falar de psicologia. Eu venho por meio desse post - muito breve, aliás - tentar reconciliar-me com todos os pobres coitados que já tentaram conversar comigo em vão sobre esse assunto: me desculpem. Me desculpem mesmo, mas eu pura e simplesmente não consigo suportar esse assunto nas minhas mesas de bar, almoço e encontros casuais, pois eu tenho de aguentá-lo em todas as mesas de bar, almoços e encontros casuais desde que eu me entendo por gente e sou levada a esses lugares pelos meus pais. Eu tive uma overdose de psicologia quando eu tinha apenas 8 anos, vocês bem podem entender. A partir dessa overdose, eu tinha duas opções: tornar-me completamente adicta, tornar-me a perfeita psicologa do mundo, formada sabe-se-lá-onde os psicólogos se formam e ser feliz ouvindo as pessoas, por mais problemáticas que fossem.... ou tornar-me não uma cética, mas uma pessoa que simplesmente tem aversão ao assunto. Obviamente, tomei o segundo caminho. Quantas vezes eu não ouvi "Eu tenho certeza que você vai se tornar psicóloga.". Vã esperança dos pobres coitados, meu senhor. Perdoe-os, eles não sabem o que dizem. Quem me conhece sabe da minha aversão e entende o quão absurdas essas sílabas parecem aos meus ouvidos.

Eu acredito muito no poder da psicoterapia. Ela não é mágica, não cura ou Serial Killer ou emagrece o Jô. Ela ajuda pessoas que querem ajuda - mesmo que inconscientemente - e eu sou muito grata a ela por isso... desde que não me façam falar sobre ela ou sobre como funciona. Cheers!

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